Sou Pioneiro – Lucas Carvalhal

Fotos: Instagram @lucascarvalhaloficial

Lucas Carvalhal, aluno do 9º ano do Centro Educacional Pioneiro, é um jovem apaixonado pelos esportes. Ele treina tênis de mesa no Centro Paraolímpico com os professores da seleção brasileira. Recentemente, Lucas participou de seu primeiro torneio internacional de tênis de mesa (Tournoi international de tennis de table handisport), na França, do qual voltou com uma medalha de terceiro lugar! Agora, seu maior objetivo é competir profissionalmente nas Paraolimpíadas.

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Mais do que uma meta, os jogos profissionais foram um incentivo para Lucas, que desde 1 ano de idade luta para se recuperar das consequências de um tumor na medula da coluna torácica.

Conheça um pouco da história do aluno-atleta que é um exemplo de superação, determinação e amor ao esporte.

O começo
O diagnóstico do tumor na medula da coluna torácica veio após o primeiro ano de vida, junto com uma cirurgia que supostamente teria removido boa parte do tumor. Mais tarde, ele foi diagnosticado com um Astrocitoma grau II, os sintomas (fortes dores abdominais) persistiram e Lucas já apresentava sequelas na coluna e nas pernas.

Em dois meses, percebeu-se que pouco tinha se retirado do tumor. Graças a uma grande rede de apoio de familiares e amigos, a família encontrou um médico nos Estados Unidos que aceitou o caso. Lá, Lucas passou por uma nova cirurgia que retirou grande parte do tumor. Mas foi um procedimento bastante agressivo que deixou dores e inibiu os movimentos do garoto da cintura para baixo.

Lucas com professores Maurício Brito (Educação Física) e Elisa Varro (música) em dia de formação no Pioneiro

Em casa
De volta ao Brasil, Lucas iniciou as sessões de fisioterapia mas uma nova ressonância indicou o crescimento do tumor. Em 2008, os médicos americanos vieram operá-lo e constatou-se uma agressividade maligna em uma das lâminas. Lucas começou a quimioterapia.

Foram seis meses de muitas complicações, inclusive risco de morte, e a família optou por interromper o tratamento, dedicando-se à reabilitação e ressonâncias de controle a partir de 2009. No final do ano, o tumor havia sido reduzido e houve melhora nos movimentos.

No entanto, em 2011, Lucas começou a perder força muscular. A fibrose das cirurgias passadas estava estrangulando a medula e o garoto teve que passar, novamente, por uma operação. Desta vez, não foi bem sucedida e Lucas passou a conviver com a cadeira de rodas. Já no ano seguinte, após outra cirurgia de risco, os médicos conseguiram soltar a medula, embora as sequelas já existentes permanecessem.

Esportes
Em 2015, Lucas começou a treinar basquete. Em 2016, encontrou o tênis de mesa, que tornou-se sua grande paixão! No último ano, passou a treinar no Centro Paraolímpico com professores da seleção brasileira e sonha com as Paraolimpíadas.

Lucas encontrou motivação e adrenalina com o tênis de mesa

“Aos 6 anos a cadeira de rodas entrou em minha vida de fato, não entendia o porquê, mas sabia que precisava aprender a me movimentar e que ia ser diferente. Foram 3 anos aprendendo, entendendo, crescendo. Já estava tranquilo com a família, escola, amigos, viagens, mas como todas as outras crianças, queria um esporte. Tentei a natação e o basquete, mas foi no tênis de mesa que encontrei a adrenalina, a emoção… Hoje tenho certeza: quero levar o tênis de mesa paraolímpico pelo mundo, trabalhar para melhorar as condições dos jogadores que não têm recursos financeiros, melhorar as condições das competições e ser o melhor do mundo”, fala Lucas.

No Pioneiro, Lucas concilia os treinos com os estudos, participando também de torneios e competições ao longo do ano. A partir de 2022, pretende intensificar sua dedicação ao tênis de mesa para tornar-se um atleta paraolímpico.

Desejamos sucesso, Lucas!

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